Black Drawing Chalks - novo single, a água rocker de Goiânia e festinha com os Eagles of Death Metal
O que será que tem na água de Goiânia??
"Por que diabos essa pergunta", você deve estar pensando.
Bem, tenha em mente que por aquelas bandas, nascem rockers como MQN, Hang the Superstars e os Black Drawing Chalks aí ao lado. Além disso, é também lá a terra dos consagrados festivais Goiânia Noise e Bananada.
"Temos muito rock na água!!", confirma o baixista Denis Dec. Ainda revelando, em muito bom humor, que eles recebem "os espíritos mais rebeldes diretamente nas torneiras".
Seja for esta realmente a explicação, a verdade é que os Black Drawing Chalks parecem carregar beber (e bastante) dessa água.
Stoner rock garageiro elevado ao último decibél; é o que fazem Douglas De Castro, Renato Cunha, Victor Rocha e o já mencionado Denis Dec.
Mas não só isso. Além de sonoridades elogiadíssimas pelos quatro cantos do Brasilzão, os Black Drawing Chalks vivem com um pé na arte, carregam uma boa leva de indicações da MTV e Rolling Stone e uma porrada de boas histórias e festas ao lado de Eagles of Death Metal e Nashville Pussy.
E tem o show, que, como diz Denis, é onde a coisa "pega fogo".
Pra entender melhor o que isso tudo significa, basta conferir o bate papo que a casa internética do Beco teve com o baixista dos Black Drawing Chalks. Ele ainda revela os segredos por trás do novo single.
Confira!
_por Tomás Bello
Beco: Vocês já fizeram shows em todos os cantos do Brasil, no Canadá, EUA também (se não me engano), e sabe-se lá mais onde. Mas é a primeira vez em Porto Alegre. Por que essa demora?? Estão na expectativa por tocar mais ao sul?
Denis: Já até passamos por Porto Alegre uma vez pra tocar no Macondo em Santa Maria, mas nunca tocamos na cidade. Uma grande pena, ou não né? Vai que era pra ser agora! O destino nos reserva algo especial (risos..)
Agora, deixando esse papo exotérico de lado (mais risos), a banda tá esperando um show no minimo muito bom, vamos chegar aí com sangue no olho, depois de 3 shows seguidos, acreditamos que quando chegarmos aí o show vai tá no ponto de bala! Fora que é um dos shows mais comentados na comunidade do orkut e twitter. Estamos esperando fazer uma festa quente!!!
Beco: O que tem na água em Goiania, hein? Afinal é terra celebrada por suas bandas garageiras/stoner - MQN, Hang the Superstars, Black Drawing Chalks, etc. Sem contar os festivais..
Denis: Boa pergunta! Saca só a história:
Infos históricas de Goiânia:
Na época da fundação da cidade, o centro de abastecimento de água da capital era onde é atualmente o Martin Cerere, aquelas coisas redondas lá eram caixas d'água! (risos) Onde hoje são os teatros Yguá e Pyguá, onde são realizados os festivais Goiania Noise e Bananada, eram o centro de abastecimento da cidade. Depois foi desativado e virou um lugar abandonado, que na época da ditadura, os militares o usavam para torturar e matar os rebeldes e artistas revolucionários... dentro das então ex-caixas dágua.
Ou seja... respondendo a pergunta: temos muito rock na água... pode acreditar! E isso não é de hoje não, foram nossos pais que beberam, a gente recebe os espíritos mais rebeldes diretamente em nossas torneiras!!! (risadas)
Quer mais!?
Beco: Vocês já tocaram ao lado de grandes inflências suas; The Datsuns, Motorhead, Nashville Pussy. Tem alguma daquelas histórias memoráveis disso tudo? Algo que é sempre relembrado por vocês em meio a cervejas e afins..
Denis: Caramba, sempre rola.. mas provavelmente digitados aqui não vão ter a mesma ênfase. (risos)
Coisas como sair pra comer um sanduíche na praça com os caras do The Datsuns, trocar camiseta com eles e ficar contando piadas, ou seus pais irem ver você abrir o Nasville Pussy (nossos pais são roqueiros, é a água...) e a guitarrista autografar um CD pra sua mãe e dizer que ela é bonita.. (risos)
Ou então abrir pro Eagles of Death Metal e os caras levarem você pro camarim deles, dividir a cerveja e ficar contando histórias da banda enquanto vê seu clipe no notebook, depois fazer uma festinha na piscina do hotel..
Agora o melhor: http://www.youtube.com/watch?v=bSjCtUw6y6g
Isso daqui nao tem preço. Depois disso, os caras ainda tiraram fotos com a gente (tietagem.. risos). E depois de assistir o nosso show, o baterista foi até o backstage, deixou o par de baquetas da passagem de som com o Douglas e disse: it was amazing!!!.
Se vira e vai embora deixando um caboco feliz pra trás... (risadas)
Beco: Já tocaram com bandas que vocês adoram. Beleza. Mas qual seria "aquela" banda? Tipo, "um puta sonho tocar com..."?
Denis: Eagles Of Death Metal.
Beco: E o Bicicleta sem Freio? Legal seria dar algumas palavras de bastidores. Sei que vocês desenvolvem artes pros shows aí de Goiânia.. (é algo pouco trabalhado no Brasil, inclusive, não é?) Mas o que mais acontece aí pelo coletivo??
Denis: Eu não sou do BSF, mas ultimamente se tem feito muitos trabalhos, de diferentes espécies. Coisas como trabalhos pra Nike, Converse, Vh1.. contas importantes estão surgindo, os trabalhos para bandas e festivais continuam frequentes.
Os trabalhos acontecem em paralelo a banda e, assim como a banda, o estúdio anda conseguindo um espaço muito bom no Brasil também!
Beco: E aquelas indicações ao VMB que rolaram ano passado, como vocês veem essas coisas? Como se situam no cenário brazuca. Porque sempre aparece alguém em algum canto falando bem do Black Drawing Chalks..
Denis: Foi incrível! Foi algo que não esperávamos e que, de certa forma, ajudou muito a banda no que diz respeito a visibilidade e certificação do trabalho.
Trabalhamos muito durante todos esses anos e as indicações vieram como uma forma de consagrar nossos esforços e dedicação. Até hoje pessoas chegam pra falar que conheceram a banda trocando de canal e passando pela MTV, ou pelo clipe, e por aí vai..
Tanto as indicações ao VMB quanto as da Rolling Stone foram importantes, e a intenção é manter a qualidade e produzir muito esse ano!!
Beco: E o Black Drawing Chalks ao vivo hein? Lembro, por exemplo, de ter visto show do Nashville Pussy anos atrás e as minas se jogavam wisky, se beijavam, tocavam fogo no chão.. Imagino que vocês não chegam a esse ponto, né? (Ou estou errado??)
Denis: Fogo não, não literalmente! (risadas) Mas nosso foco é o show, gravar CD é legal, ouvir as pessoas comentando individualmente as músicas no twitter e blogs é algo muito gratificante. Mas tocar e ver as pessoas cantando essas musicas, é algo indescrítivel!
Não fazemos música pra gravar e compor CD, as fazemos pra tocar. Quando compomos, pensamos como elas vão ficar sendo tocadas ao vivo! Ou seja, é ao vivo que a magia acontece! (risadas)
Pra quem gosta das músicas no CD, precisam conferir no show, AO VIVO de frente ao palco!! Lá tudo faz sentido! Aí sim pega fogo!
E uma curiosidade sobre essa tour: estamos lançando um single e prensamos algumas copias só para a viagem - pra quem acompanha a banda, estamos fazendo a mesma coisa quando lançamos o single da "My Favorite Way", no Canadá. Agora estamos lançando o single "Red Love" indo para a Argentina! E vamos levá-lo para o show dia 05/07 aí!!